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mariUMM
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Portugal
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Posted - 31 October 2009 : 11:05:35
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Então Mauro, não é preciso ir à Biju Brigitte comprar primeiro uns brincos, uma pulseira e um anel a condizer? 
A troca dos brincos implica o uso de 2 sistemas de elevação, o ideal é um macaco hidráulico e um hi-lift mas dois macacos ou um macaco e uma preguiça resolvem o problema.
As chaves a usar são apenas uma 21 e uma 24, preferencialmente de caixa ou luneta, convém ter um martelo, uma alavanca e uma peça redonda com mais de 100mm de comprimento e até 12mm de diâmetro em material macio (bronze, alumínio ou ferro macio) para bater na ponta dos parafusos quando elas estão "escondidas".
O processo inicia-se com o desapertar parcial de cada porca, começando sempre pelas que estão no lado móvel (inferior) dos brincos, depois segue-se o desprender dos parafusos em relação ao casquilho, para isso em cada um deles vai-se fazer o movimento de desapertar, se não houve mexidas desde que o carro era novo as surpresas podem surgir e os métodos caso o resultado não seja o esperado terão de mudar mas ficamos aqui só pela descrição do processo regular.
Com todos os parafusos já soltos dos casquilhos é altura de aliviar o peso do chassis das molas, se for para montar brincos maiores esse aliviar deve exceder o ponto em que os pneus tocam no chão, se for para montar brincos iguais, a roda deve ficar no "ponto caramelo" em que toca muito suavemente no chão, claro que por esta altura o carro tem de estar em local plano, devidamente travado, engatado e calçado.
Estando as molas apenas presas pelos parafusos (provavelmente embebidos em bala, wd40 e similares) aos brincos é hora de tirar as porcas até à face dos parafusos, estando elas com o seu lado cónico alinhado com a ponta do parafuso, é desferida uma martelada forte e certeira para fazer deslizar o parafuso dentro do casquilho, não chegando uma é porque o almoço foi fraco e por isso recomenda-se a repetição (por vezes do almoço mas sempre da martelada)uma vez a porca já de novo encostada à face do brinco esta pode ser retirada por completo e faz-se o mesmo procedimento ao irmão de cima ou de baixo, o parafuso por onde se começa a próxima parte do processo tem de ser sempre o inferior.
Coloca-se o macaco hidráulico debaixo da mola, apenas apoiando ligeiramente, com cuidado para que não salte e vamos de novo pedir ajuda ao martelo para bater na ponta do parafuso (os parafusos de brinco de mola do UMM têm um chanfro na ponta para que se possa bater sem danificar o primeiro fio de rosca portanto nestes, e só nestes ou noutros com ponta chanfrada se pode bater na ponta) quando a ponta do parafuso INFERIOR estiver à face do brincochega a hora de usar a peça redonda para o mandar embora, o processo é intuitivo não vale a pena explicar, o mesmo procedimento é usado para o parafuso superior e quando este sai está o brinco fora, se bem que por vezes por existir "cama" faz falta usar a alavanca para o fazer sair do lugar, é preciso cuidado para não deixar cair as anilhas de nylon que estão agarradas ao casquilho da mola.
Para remontar os brincos ou trocar por outros não se deve poupar na massa consistente, obviamente que se fixa sempre a parte superior do brinco ao UMM e de resto o processo é bastante simples, se bem que o tal macaco por baixo da mola na maior parte dos casos precisa de ser elevado ou baixado para que os furos do brinco e do casquilho de mola fiquem certos, quando baixar o macaco que está debaixo da mola não é suficiente para alinhar os furos o macaco que alivia o chassis em relação à mola pode ter de subir (neste caso a sustentação por preguiça não é a mais indicada).
Partindo do pressuposto que as anilhas de nylon estavam em bom estado e não foram esquecidas o processo de montagem é simples e apenas requer alguma "pontaria" junto com massa consistente no interior do casquilho de mola e uma dose de aperto nas porcas dos parafusos generosa, sem no entanto chegar ao famoso ponto de "cheirar" a alho, nas anilhas de nylos não deve ser usado lubrificante porque ou o mesmo agarra detritos e se transforma em autentico esmeril ou então estamos afalar de um produto tão caro que é absurdo desperdiçar nessa utilização.
Finda a primeira troca de um brinco para os outros o processo é igual desde que a sorte acompanhe a descolagem dos parafusos em relação aos casquilhos de mola, se não houver sorte terá de haver muito engenho, mas nunca poderá existir calor porque os sinoblocos detestam ser aquecidos.
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 Mário |
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